A pesquisa da Ágora Consultores, encomendada pelo ICL, expôs a quase 10 mil entrevistados situações vistas como absurdas e os pediu para eleger quais eram as piores. A desigualdade salarial entre negros e brancos foi considerada a mais absurda: 42% consideraram inaceitável uma mulher negra receber um salário três vezes menor que um homem branco pelo mesmo cargo.
O racismo estrutural brasileiro, que mantém a desigualdade salarial entre mulheres negras e homens brancos, também encarcera mais homens negros. A terceira situação considerada absurda, com um percentual de 14%, foi a afirmação de que a maioria dos presos é negra no país. Somando ambos os percentuais, 56% consideram o racismo como ultrajante.