Elas tomavam muito champanhe, usavam roupas de grifes e frequentavam jantares e festas de luxo. Esse era o enredo de um reality que fez sucesso no início dos anos 2010 por causar choque e divertimento ao mesmo tempo. Tratava-se de Mulheres Ricas, um programa onde socialites como Val Marchiori e Narcisa Tamborindeguy mostravam suas vidas milionárias no país que é o quinto mais desigual do mundo, de acordo com o Ranking da Desigualdade Global.
Agora, essas madames parecem senhoras discretas. Em tempos de bets, promessas de dinheiro fácil e Instagram, a ostentação atingiu um outro patamar. Para os “ostentadores 2.0”, o que interessa é exibir bens de luxo em série. De preferência, com direito a jatinho particular, comidas banhadas a ouro e carros que custam mais do que boas casas de classe média. A maneira como esse dinheiro é conquistado não importa. Vale tudo para ostentar, desde fazer propaganda para bets e ajudar a quebrar famílias financeiramente até, supostamente, se envolver com o crime organizado.