As edições de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, apresentam mudanças intrigantes. Na primeira edição, publicada em 1936, o livro principia com um otimismo que, certamente, surpreenderá o leitor contemporâneo:
Todo estudo compreensivo da sociedade brasileira há de destacar o fato verdadeiramente fundamental de constituirmos o único esforço bem-sucedido em larga escala de transplantação da cultura europeia para uma zona de clima tropical e subtropical. Sobre território que, povoado com a mesma densidade da Bélgica, chegaria a comportar um número de habitantes igual ao da população atual do globo, vivemos uma experiência sem símile.[1]