Um exercício de futurologia sobre o que esperar de 2026 passa, inevitavelmente, por um retorno ao passado. Mais precisamente ao fim dos anos 1990, época em que a sociedade brasileira viveu uma transformação disruptiva, ancorada na estabilidade econômica e na massificação dos meios digitais.
Graças a essa combinação, a geração que atravessou a democratização, a hiperinflação, a falência de planos econômicos, o impeachment e a epidemia de Aids – ou seja, a minha – virou o século acreditando entrar numa “era de aquário”. Por um hiato, pela primeira vez na história do país, valores como bem-estar, confiança e tolerância rivalizaram com religião, família e tradição.