Hoje vivemos duas vidas, a vida concreta, cotidiana, e uma outra vida que não deixa de ser concreta, mas que ainda parece muito estranha para certas gerações marcadas por hábitos analógicos. Trata-se da vida digital, uma vida que pode soar abstrata e irreal, porque é baseada em simulações, e que vem mudando nossos hábitos e, assim, o que entendíamos por cotidiano.
Se a vida analógica é orgânica e mecânica, ela ainda exige a nossa ação física e nos dá muito trabalho. É uma forma de vida que testa a nossa inteligência natural a todo momento. Já a vida digital exige outras habilidades. Não mais a de mexer apenas com instrumentos e máquinas que dependem de nós, como uma máquina de escrever, de lavar roupa ou um carro, mas de operar “aparelhos” que nos ocupam como se fôssemos seus funcionários.