Poucas questões mobilizam tanto o imaginário israelense-judaico-sionista como a memória do Holocausto. Se o sionismo se constitui a partir da justificativa de oferecer abrigo, guarida e proteção aos judeus europeus contra perseguições e antissemitismo no continente, o Holocausto e a memória da Shoá são utilizados como paradigma da frágil e arriscada vida judaica na diáspora e como justificativa para a existência e defesa do Estado de Israel.
É como se os seis milhões de judeus mortos na Europa dos anos 1940 estivessem sempre no retrovisor da política sionista. Quase nada é feito sem que a Shoá seja mobilizada ou levada em conta.