Não há espaço para recuar

Mobilização no segundo turno mostrou que defesa de direitos é por meio da luta popular

Uma maré vermelha corta a Avenida Paulista, em São Paulo, que pulsa ao som de milhares de vozes. O campo progressista voltou a pulsar forte nas ruas. É o último ato de Lula, aos 80 anos.

Em tempos de inflexão política, frequentemente nos deixamos capturar por uma lógica fatalista. Acabamos sendo dragados pela ideia de que os processos eleitorais se esgotam no ritual periódico das urnas ou de que o destino coletivo é traçado exclusivamente nos gabinetes institucionais. Não é para menos: o que está em jogo é o desmonte de garantias fundamentais. Estamos disputando o sentido de futuro em meio à ascensão da extrema direita nas Américas e na Europa, onde forças reacionárias impõem o autoritarismo, a perda de direitos e a mercantilização absoluta de todas as dimensões da vida humana.

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