CPMI: as convocações que o centrão não fez

Investigação avançou onde havia menos resistência e estagnou onde poder de reação é maior

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS começou como uma investigação sobre fraudes em benefícios previdenciários. Aposentados e pensionistas vinham relatando descontos irregulares em seus pagamentos. O que parecia ser um problema administrativo revelou um sistema mais amplo, envolvendo bancos, fintechs e intermediários financeiros. Em fevereiro de 2025, o escândalo do Banco Master entrou na pauta. A CPMI do INSS encerra em 28 de março, mas senadores negociam prorrogação por 60 dias. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), já sinalizou que é contra. Segundo ele, a extensão pode virar palanque eleitoral.

Até agora, a CPMI do INSS já apreciou 2.069 requerimentos e ainda tem 817 pendentes de deliberação. A 30ª reunião do colegiado estava marcada para a quinta-feira (5/2),  dividida em duas partes. A primeira seria deliberativa, com 78 requerimentos pautados. O primeiro item da pauta foi de autoria do senador Izalci Lucas (PL/DF), solicitando à Febraban o envio de relatórios e dados sobre fraudes em empréstimos consignados e a atuação da autorregulação do setor. A segunda parte consistiu na oitiva com o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller Júnior.

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