O maior ajuste da história argentina não veio acompanhado por uma contenção social àqueles que sustentaram as medidas de arrocho para implementação do programa econômico de Javier Milei. Os benefícios ainda não chegaram às vítimas do seu projeto de “refundação do país”, como dito pelo presidente, em um de seus muitos pronunciamentos grandiloquentes.
Até o momento, há indiferença e descaso político com quem carregou as consequências da receita liberal. Isso ajudaria a explicar a recente queda de aprovação do governo, queda da imagem positiva do presidente, e, principalmente, a derrota arrasadora nas eleições legislativas da província de Buenos Aires. Tamanha desilusão da cidadania argentina será refletida ou não nas eleições legislativas nacionais de 26 de outubro. O que poderia detonar um novo estado de alerta vermelho no governo de ultradireita, colocando ainda mais em xeque a consistente “ajuda” financeira de Donald Trump.