Lei da Misoginia: pânico, mentiras e gritaria

Coro dos descontentes espalha fake news em massa nas redes sociais

“Como se defender de mulheres, se a Lei da Misoginia for aprovada?”. “Mulheres já estão sendo demitidas por causa da Lei da Misoginia, porque os donos estão com medo de processos”. Esse tipo de posts, muitos contendo fake news, passaram a circular em massa nas redes sociais, desde que a chamada Lei da Misoginia (PL 896/2023) foi aprovada pelo Senado, na terça-feira da semana passada (24/3). O projeto de lei ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas o clima nas redes sociais já é de pânico, mentiras e gritaria.

Por um lado, dá para entender. O Brasil é um país extremamente machista. E tudo que mexe na estrutura “macho adulto branco sempre no comando” , como bem definiu Caetano Veloso, deixa a elite do país à beira de um ataque de nervos. A criminalização do racismo, em 1988, e a promulgação da PEC das domésticas, em 2013, são bons exemplos de ferramentas de mudanças civilizatórias que geraram pânico entre aqueles que querem manter seus privilégios, mesmo que esse privilégio seja “não contratar mulheres porque elas podem engravidar”, só para citar um exemplo bem básico de discriminação.

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