Lula x os recalques do brasileiro médio

Líder petista nunca se acomodou no figurino de sindicalista radical e "sem formação" com o qual eternamente tentam estereotipá-lo. Eleitor já compreendeu isso
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O terceiro mandato do presidente Lula tem sido marcado por resultados macro e microeconômicos que calam os “fracassomaníacos” do mercado financeiro e de parte da mídia. Índice de inflação declinante e persistentemente na meta, as menores taxas de desemprego da História, mobilidade social ascendente nos estratos da base da pirâmide e programas de transferência de renda eficazes como o Pé de Meia, o Bolsa Família e o Gás do Povo, aliados a uma gestão de geopolítica internacional pragmática e estratégica produzem esse cenário de confiança na economia. Além disso, desautorizam a insistência de quem gosta de açular os recalques de parte da classe média contra o personagem ficcional de “trabalhador braçal, sindicalista sem formação superior, comunista” que se tenta historicamente forjar e obrigar o petista a encarná-lo.

Até aqui, ante as ações firmes de auditoria, investigação e fornecimento de respostas imediatas à sociedade, os escândalos de fraude com descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS e da liquidação do Banco Master (na esteira da poderosa rede de tráfico de influência estendida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro da Faria Lima a Brasília), não tiveram o condão de se converterem em casos destinados a permitir que rotulassem o governo federal como leniente ou corrupto.

Ao contrário do ocorrido em 2005, 2006, e mesmo entre 2014 e 2016, nos primórdios tormentosos da Operação Lava Jato, a rápida articulação política e midiática do Palácio do Planalto evitou que se consolidassem quaisquer sensações de que os escândalos das fraudes no INSS e do Master tinham origem no atual governo. Longe disso, com nuances, a opinião majoritária dos brasileiros é a de que há determinação para apuração de todos os casos e que ela parte “do Planalto”.

Os casos de corrupção que mais ecoam entre os entrevistados pelas pesquisas são os de desvios nas emendas ao Orçamento da União e que isso envolve sobretudo deputados, senadores, prefeitos e empresários corruptos de sistemas locais de operação política.

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