Tendo se desincumbido de maneira exemplar de uma das mais árduas missões dessa campanha – dar competitividade à candidatura à reeleição de Elmano de Freitas (PT) para o governo do Ceará contra o adversário carne-de-pescoço Ciro Gomes (PSDB) – o ex-ministro da Educação, Camilo Santana, sai do pleito como um dos conselheiros políticos escutados com mais atenção pelo presidente Lula. Santana virou um verdadeiro Marechal de Campo, sempre solicitado a atuar nas batalhas em campos do Nordeste e de Minas Gerais.
O presidente não o quer de volta à equipe ministerial depois das eleições, nem mesmo como um ministro palaciano – Casa Civil, Articulação Política ou Secretaria Geral. O presidente deseja que Camilo Santana passe os próximos quatro anos no Senado Federal, para a qual foi eleito em 2022 com uma das maiores votações da História do Ceará. O ex-governador cearense terá de se dedicar a tarefas partidárias – o que nunca fez em escala nacional – e chegar em 2030 com uma espécie de “masterclass” em Congresso Nacional. Ele integra, junto com Fernando Haddad e Rafael Fontelles, governador virtualmente reeleito do Piauí, o top 3 das apostas lulistas dentro do PT.