O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente, junto com o advogado-geral da União, Jorge Messias, para que o Supremo Tribunal Federal promovesse rapidamente o julgamento da ação que enterrou a prorrogação da esdrúxula CPMI do INSS no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), maior interessado no fim imediato dos trabalhos da comissão, deve quitar a dívida de gratidão que passou a ter com o Palácio do Planalto tocando para a frente e em ritmo de gospel acelerado a sabatina e aprovação de Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a saída do ex-ministro Luís Roberto Barroso.
O acachapante placar de 8 a 2 no STF, contra a ambição eleitoreira da oposição ao governo federal de prorrogar até junho o circo legislativo comandado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), dizimista da igreja evangélica Lagoinha, epicentro da união entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, e pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que age em dobradinha com Arthur Lira (PP-AL) como pré-candidato ao governo alagoano, só foi construído com aconselhamento direto do Planalto junto aos ministros do Supremo. Alcolumbre registrou o gesto e vai retribuí-lo.