Há quase uma década, quando a filósofa e escritora Djamila Ribeiro publicou O Que É Lugar de Fala?, inaugurando, em 2017, a coleção Feminismos Plurais, ninguém sabia do que se tratava o conceito que, hoje, é invocado desde personagens de novela à mesa do bar.
Seguindo a trilha aberta por teóricas feministas como Lélia Gonzalez, a panamenha Linda Alcoff, a indiana Gayatri Spivak ou as estadunidenses bell hooks, Angela Davis e Patricia Hill Collins, Djamila traçou a genealogia da expressão, usando experiências de mulheres negras para mostrar como toda fala parte de um lugar social específico, marcado por relações de poder e privilégio.