Igualdade e indignação: sinais de mudança no senso comum brasileiro

Em um país marcado pela naturalização das desigualdades, o reconhecimento amplo de que essa situação é inaceitável aponta para uma mudança cultural significativa

Quem está vencendo a guerra cultural no Brasil? A direita assumiu o controle moral sobre os dilemas do povo brasileiro? São perguntas que a ampla pesquisa lançada pelo ICL contribui para responder. Em meio a um cenário de conflitos políticos intensos, a pesquisa nacional do ICL traz um dado de enorme força simbólica: das muitas situações apresentadas aos entrevistados, 42% consideram a desigualdade salarial entre uma mulher negra e um homem branco exercendo o mesmo trabalho como a mais absurda.

É preciso sempre reforçar o quanto essa diferença de renda revela como racismo e sexismo se entrelaçam de forma estrutural, empurrando mulheres negras para postos mais precarizados e menos valorizados. É o que vemos na vida prática, no noticiário do cotidiano, é o que nos dói diariamente. Isso impacta não só nos sonhos dessas mulheres, mas também o sustento de famílias inteiras que dependem majoritariamente de sua renda.

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