Ninguém se surpreendeu quando Hugo Motta decidiu impedir a votação do Projeto de Lei contra a misoginia. Equiparar o ódio às mulheres ao ódio racial, assim como o ódio à população LGBTQIAPN+ ou PCD traria um problema imenso para muita gente que vive de preconceitos e de violência contra mulheres, e que vive, inclusive, tendo o ódio como ganha-pão financeiro.
Hugo Motta não é um red pill de carteirinha, mas é como se fosse. Ele é “red pill-friendly”. Red pills participam de um mercado de ódio no qual o ódio praticado por um homem é o capital. Sabemos que, no patriarcado, é o corpo, o pensamento, a linguagem, ou seja, a existência inteira do indivíduo homem que tem valor. As mulheres não valem nada para os homens que as utilizam como se fossem objetos seus.