“Não quero tomar espetadas inúteis. Afinal, não estou doente”. A reclamação era do Sujismundo, personagem simplório e caricato criado pela propaganda da ditadura militar, nos anos 1970, como protagonista de jingles e vídeos de campanhas educativas de saúde e higiene. “É por estar sadio que você precisa se vacinar. A vacina te protege contra as doenças”, respondia o dr. Prevenildo.
Essa é uma das recordações que guardo da infância, assim como a lembrança das seringas gigantes (comparadas às atuais) que eram usadas para vacinar as crianças nas escolas. Na fila, aguardando a vez de sentir a picada, não tínhamos medo de fake news que alardeassem supostos efeitos nefastos das vacinas – apenas temíamos as espetadas, como o simpático Sujismundo.