Grupo Entre, do enrolado ‘Mineiro’, segue forte no mercado

Entrepay, especializada em maquininhas de pagamento, firmou parcerias com BASA e Banpará mesmo investigada pela CVM
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Investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeitas de fraude no sistema financeiro ao lado de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior,  vulgo “Mineiro”, segue tocando os negócios com o poder público sem maiores sobressaltos. “Mineiro” é o “7º elo” do grupo liderado por João Carlos Mansur, Nelson Tanure, Maurício Quadrado, Daniel Vorcaro, Augusto Lima e Fabiano Zettel nos esquemas sob investigação nos liquidados Master e REAG.

O Grupo Entre (Entrepay, fintech de modos de pagamento), espinha dorsal de suas empresas, firmou no ano passado um contrato de cinco anos com o Ministério da Fazenda — justamente a pasta à qual a CVM é vinculada. A empresa, especializada em tecnologia para “maquininhas de recebimento”, também acertou parcerias com bancos públicos como o Banco do Estado do Pará e o Banco da Amazônia (BASA). O BASA é igualmente subordinado à Fazenda.

Em dezembro, a CVM rejeitou o acordo milionário proposto por Vorcaro, pelo Banco Master, por Freixo Jr. e pelo Grupo Entre para encerrar o processo na autarquia. A decisão reforçou o peso das suspeitas que recaem sobre os investigados. Não há, até agora, sinais de impacto nos negócios do amigo de Vorcaro.

(Por Alice Maciel)

 

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