Mulheres jogadas de penhascos ou largadas em montanhas

Fundo do poço: para feminicidas, já não basta matar, é preciso antes humilhar e aterrorizar

Toda a tentativa de feminicídio é horrível, mas algumas formas nos chocam ainda mais pela crueldade e pelo simbolismo. É esse o caso do crime que quase matou a diarista Ana Cláudia Rodrigues, de 41 anos, empurrada pelo ex-parceiro, Silvanildo Manso de Oliveira, de um penhasco num parque na região de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ela sobreviveu depois de despencar de um paredão de 50 metros.

Em vídeo divulgado pela polícia, o criminoso confesso fala com naturalidade. “Sim, joguei ela do penhasco, empurrei”. Com uma frieza chocante, o homem ainda dá detalhes do crime: “Vi que ela estava viva, tentei ir atrás dela, mas o local era muito longe”. E, como a maioria dos feminicidas, tenta justificar o crime culpando a vítima: “Fiz isso porque não gostei de uma coisa que ela me chamou, que não era verdade.”

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