Na manhã de 7 de setembro de 2018, o então deputado desmiolado e desmilinguido Jair Bolsonaro não era personagem levado a sério na cena eleitoral. É fato que, na pesquisa DataFolha divulgada em 22 de agosto daquele ano, ele tinha 19% de intenções de voto contra 39% de Lula (líder absoluto), 8% de Marina Silva, 6% de Geraldo Alckmin e 5% de Ciro Gomes. Álvaro Dias tinha 3%, João Amoedo, 2%, e o pelotão do 1% contava com Guilherme Boulos, Cabo Daciolo, Henrique Meirelles e Vera do PSTU. Aquele foi o último levantamento antes da madrugada de 31 de agosto de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral impediu a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa e em razão da sentença condenatória ilegal e esdrúxula exarada por Sérgio Moro.
Apesar dos 19%, abrigado no minúsculo PSL, Bolsonaro (pai) tinha oito segundos de propaganda em cada bloco do horário eleitoral na TV, além de direito a escassas 11 inserções de 30 segundos ao longo de todo o 1º turno de 2018. Geraldo Alckmin, do PSDB, apoiado por PRB, PP, PTB, PR, PPS, DEM, DEM, PSD e SDD, tinha direito a cinco minutos e 32 segundos em cada bloco do programa eleitoral e 434 inserções de 30 segundos. Lula, do PT, com apoio de PCdoB e PROS, fazia jus a dois minutos e 23 segundos e 189 inserções de 30 segundos. No dia 1º de setembro, os filmes e as inserções eleitorais do petista foram suprimidos da grade das TVs.