Flávio Bolsonaro protagonizou uma cena que o aproximou mais do aloprado presidente argentino Javier Milei do que dos eleitores do seu pai, eleitores que ele, sem dificuldades, herdará se mantiver a compostura do homem que chegou ao mais alto cargo da nação mais por sua falta de qualidades do que por seus méritos, considerando os afetos que mobilizou, a saber, pânico e ódio numa combinação de sucesso político ímpar na história do Brasil.
Esse é o DNA de Bolsonaro, no qual a família deveria insistir para voltar ao poder. De fato, é possível que seus membros não venham a se tornar presidentes da República. O povo pode estar vacinado – exceto os antivax –, além do que votos para presidenciáveis mudam ao sabor de ondas emocionais de massa, sempre difíceis de prever. De qualquer modo, a parte da população que segue surfando no ódio, certamente, reelegerá os Bolsonaro como deputados, vereadores e outros cargos mais acessíveis.