Cinematografa distópica, a campanha recém-nascida de Flávio Bolsonaro promete ser uma autêntica “volta ao passado” – próximo e distante, bem entendido. Mas como se trata de movimento apoiado pelo sistema financeiro e pela mídia corporativa, o pacote será envelopado como se fosse a novidade do momento.
Passado distante: a defesa da ditadura militar, isto é, o elogio do “braço forte, mão amiga”, será contrabandeado na forma da militarização da segurança pública. Toda vez que se invocar o nome de Nayib Bukele, na verdade, o que estará em jogo é a nostalgia do período mais brutal da ditadura, a presidência de Emílio Garrastazu Médici.