Fogueira de vaidades na PGR

Desgastado no Ministério Público mesmo tendo superado crise de confiança decorrente do escândalo do Master, Gonet enfrenta lobby por abreviatura de mandato

Com dois candidatos óbvios em campanha sutil e silenciosa de olho em sua cadeira, o procurador-geral da República não navega num mar de tranquilidade dentro da própria instituição mesmo depois de o Conselho Superior do Ministério Público ter rejeitado por 9 votos a 0 a abertura de uma investigação destinada a apurar a origem e as consequências de uma censurável amizade mais próxima dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do liquidado Banco Master.

Hindemburgo Chateaubriand, vice-procurador-geral da República (na prática, o segundo na hierarquia administrativa da PGR), e Nicolao Dino, vice-procurador-geral eleitoral (atua diretamente junto ao TSE) são os nomes já em campanha mais evidente e silenciosa pela antecipação do fim deste segundo período de Gonet à frente do MPF. A rigor, ele só se encerra em 19 de dezembro de 2027. Mas, assim como o presidente Lula antecipou a recondução do procurador-geral em 2024 (para reforçar a autoridade dele na denúncia da camarilha golpista de 8 de janeiro), subprocuradores da República já levantam o burburinho de nova antecipação de fim de mandato na PGR independentemente de quem tiver vencido o pleito presidencial.

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