Fé, justiça social e isenção tributária das igrejas

O enfrentamento necessário não é contra a fé, mas contra o uso da fé como instrumento de exploração econômica e dominação política

O debate sobre a isenção de impostos concedida às igrejas voltou ao centro da agenda pública. Trata-se de um tema sensível, que exige responsabilidade política, escuta social e compromisso ético. Como pastor e deputado, afirmo com clareza: não há contradição entre defender a fé popular e enfrentar os abusos cometidos em nome dela. Ao contrário. É justamente por compromisso com o povo, com a fé e com a democracia que esse debate precisa ser feito com seriedade.

Os dados da pesquisa nacional do ICL confirmam algo que venho afirmando há anos: a religião segue sendo uma das instituições mais presentes na vida cotidiana da população brasileira, sobretudo entre os mais pobres. Para amplos setores populares, a igreja não é apenas um espaço de culto, mas também lugar de acolhimento, ajuda material, escuta, pertencimento e organização da vida comunitária.

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