Limpa ou justa são adjetivos que não servem para descrever essa eleição presidencial. Pelo que se vê nas mídias, nos jornais e canais de tevê, é impossível saber quem propõe o que para os próximos anos. Pior: é capaz de muita gente achar que a disputa é por uma toga no Supremo Tribunal Federal. Toda vez que as atenções ameaçam se voltar para o presidente Lula ou para o candidato Flávio Bolsonaro, lá vêm os vazamentos, as frases tiradas de contexto e o bate-boca dos ministros do STF. A era da atenção curta, dos cortes e das conclusões apressadas tem como regra a distração programada, com data certa para vir à tona para entornar ainda mais o caldo.
Quando, finalmente, começou a temporada das campanhas eleitorais, começaram também os vazamentos diários de frases. Uma por dia. Todas tentando criar um escândalo em torno do filho mais velho do presidente da República, sem prova alguma de crime contra ele. Não existe contrato, acordo ou concorrência que se possa apontar como consequência do suposto tráfico de influência do rapaz. Mas as manchetes se multiplicaram e o nome dele, sempre com o apelido que nunca teve na família (Lulinha), e de uma tal Roberta não largaram as primeiras páginas dos jornais por duas semanas.