Empossada há duas semanas no cargo de diretora-presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) a roteirista, diretora e atriz Antônia Pelegrino não se intimidou e empunha uma tesoura imaginária dos gestores orçamentários. Com ela, dedica-se à missão de desmontar e cancelar todos os projetos jornalísticos que vinham sendo planejados para a estatal. A maior vítima dos cortes é a TV Brasil.
A meta é limar 10% do custo operacional estimado anual de R$ 1 bilhão. Para isso, projetos que estavam na agulha para implementação, como um programa de entrevistas históricas sobre a imprensa brasileira tendo o jornalista Lira Neto como âncora, e também outra produção destinada a rivalizar com o “Roda Viva”, ancorado pela jornalista Giuliana Morrone, foram arquivados. Estes e outros programas desenhados na gestão de André Basbaum, 3º presidente da EBC no atual mandato do presidente Lula e antecessor de Pelegrino no cargo, foram orçados em R$ 9 milhões anuais. Agora, estão no arquivo-morto da empresa.