Em 1949, a chefia de reportagem do jornal El Universal, de Cartagena das Índias, pautou o jovem repórter Gabriel García Márquez, então com 22 anos, para que cobrisse a remoção das criptas funerárias do Convento de Santa Clara. Ao ser aberta, uma das urnas revelou o que preservava: uma ossada completa com vasta cabeleira negra de 22 metros de comprimento presa ao crânio.
De imediato, o jornalista, já então um promissor romancista, lembrou da lenda contada por sua avó sobre uma marquesa venerada em todo o Caribe por ter morrido na adolescência, abandonada pelos pais nos alojamentos de escravos. A razão da morte foi uma mordida de cachorro, provavelmente, um cão com o vírus da raiva.