No auge da repressão no Brasil, militares e empresários orquestraram uma operação para impedir que o arcebispo-emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, fosse o vencedor do Prêmio Nobel da Paz. O religioso foi indicado quatro vezes à premiação por suas ações em defesa dos direitos humanos no Brasil. Mas, no período de quatro anos consecutivos, de 1970 a 1973, o regime militar agiu nos bastidores e fez ameaças.
Em 1970, representantes da direção da Scania e de outras empresas de origem escandinava que operavam no país foram chamados pelos militares para impedir que Dom Helder fosse agraciado. O movimento obteve sucesso, mas deixou consequências que perduram até hoje.