Diretora do Iter, que era de Mendonça, foi bãbãbã da Secom/PR

Deina Suruagy, amiga e executiva de confiança de André Mendonça, foi colocada na Secom/PR por Fábio Faria, via FSB, e ficou lá por dois anos sob o governo Lula

Ex-diretora e sócia não-cotista da empresa de assessoria de comunicação institucional FSB, Deina Suruagy construiu uma meteórica e resiliente carreira entre a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes e o mercado de cursos jurídicos que tangenciam o lobby em Brasília. Até a semana que passou, ela era diretora-executiva do Iter, o curso jurídico fundado pelo ministro do STF, André Mendonça, e pela mulher dele. Sob os holofotes da guerra de vaidades togadas que expôs o Supremo nos últimos dias, o casal Mendonça vendeu sua participação acionária no Iter e Suruagy decidirá se fica lá – para onde foi levada pelo ministro, de quem é amiga de longa data – ou se volta para o mercado de assessoria de imprensa e gestão de crise. Por todo o período em que Fábio Faria (investigado pelas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro) foi ministro das Comunicações e da Comunicação Institucional de Jair Bolsonaro, Deina Suruagy foi a temida gestora das ações publicitárias da Secom/PR. Foi levada para lá pela FSB, empresa da qual era diretora e sócia estatutária. Para surpresa de muita gente do PT e de algumas das agências que atendem à conta da Secom da Presidência, ficou no mesmo cargo por todo o tempo em que o deputado Paulo Pimenta foi ministro palaciano. Deina deixou a Secom/PR para tocar o espetáculo do crescimento de contratos do Iter montado por Mendonça.

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