Recluso há dois meses na casa de seus avós em Araraquara, interior de São Paulo, o estudante de Direito, Walter Delgatti Jr, tenta arrumar um emprego que aceite determinadas imposições que lhe foram impostas no alvará de soltura concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizando-o a migrar para regime aberto.
O ex-hacker foi condenado por Moraes a 8 anos e 3 meses de reclusão pela invasão, em 2022, do banco de dados do Conselho Nacional de Justiça. O objetivo era inserir nele um falso mandado de prisão contra o próprio Moraes, ardil encomendado pela então deputada Carla Zambelli (que aguarda extradição na Itália) a fim de confundir e melar o processo eleitoral brasileiro ocorrido há 4 anos. Ele tem de passar todos os fins de semana em casa, usa tornozeleira eletrônica, não pode se ausentar da cidade onde mora e só tem autorização para sair de casa no intervalo entre 6h da manhã e 19h, à noite. Além disso, está obrigado a se apresentar toda segunda-feira a uma Vara de Execuções Penais para revisar o monitoramento judicial. Vez ou outra, pega filas de três a quatro horas só para coletar uma assinatura de presença.