Defender Cuba de ataques de Trump é essencial à paz

Diante do agravamento da crise, aumenta a responsabilidade do governo brasileiro

O mundo tem passado por tormentosas mudanças geopolíticas que, infelizmente, mais parecem um volver ao passado de guerras coloniais e intervenções militares de grandes potências do que apontar para tempos de multilateralismo e equilíbrio no sistema de poder global.

Desde a volta de Donald Trump à presidência nos EUA, o imperialismo americano rasgou os punhos de renda do soft power e tornou à velha forma do uso da força militar para impor seus interesses políticos e econômicos. Pretende redividir o planeta em “zonas de influência” entre grandes players: Rússia no leste europeu; China na Ásia Oriental; e EUA no hemisfério ocidental, com foco na América Latina e Caribe, região que o próprio secretário de Defesa, Pete Hegseth, chamou desrespeitosamente de “nosso quintal”, numa anacrônica retomada da bicentenária Doutrina Monroe.

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