‘Contatinhos’ políticos de Vorcaro sonham dar ghosting no ex-banqueiro

Teia de “influencers” do Congresso e do Judiciário, além de governadores, foi tecida a alto custo financeiro. Na agonia, revelou-se ineficaz
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“Fogo morro acima e água morro abaixo, ninguém segura”.

Aplicado ao jogo político brasileiro, o aforismo se encaixa à perfeição numa síntese da trajetória do ex-banqueiro Daniel Vorcaro desde 2018, quando ele assumiu o controle do Banco Máxima sob as bênçãos do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (período de Michel Temer na Presidência da República, após a deposição de Dilma Rousseff).

Naquele ano, o fogo subia o morro. Muita gente foi se unindo a Vorcaro e a seu sócio, Augusto Lima, levando palha às chamas para acelerar o curso da queimada até seus braseiros particulares. A enxurrada de más notícias, iniciada em dezembro do ano passado, virou uma espécie de tsunami fluvial, que desaguou no sopé da montanha tendo destruído tudo – de reputações a patrimônio; de laços familiares a amizades – por onde as águas sujas passaram.

No segundo semestre de 2021, com Paulo Guedes no comando da economia do governo de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto sintonizado a ambos como presidente do Banco Central, a carta-patente de Vorcaro para atuar no mercado financeiro foi ampliada. O BC autorizou-o a realizar operações maiores e mais complexas do que aquelas executadas pelo Máxima.

Em razão do impulso tecnocrático dado, Daniel Vorcaro e seu sócio Augusto Lima aposentaram a marca “Máxima” e criaram o Banco Master. O advogado Walfrido Warde, que se orgulhava de ter ajudado a dupla naquela travessia, estimulou-os a fazer um estudo de branding da marca do “novo banco”. A atriz Isis Valverde, nas telas da Rede Globo como protagonista da novela Amor de Mãe naquele ano, foi a garota-propaganda da transição. A advogada Roberta Gurgel, então mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, associou-se, em 2021, ao escritório jurídico de Warde.

Credcesta foi federalizado por João Roma

Ainda sob a Era Trágica de Bolsonaro, depois de bem-sucedido lobby em Brasília empreendido durante a pandemia, o então ministro da Cidadania, João Roma, pernambucano radicado na política baiana, amigo-irmão de Augusto Lima desde os tempos em que o pretenso banqueiro vendia abadás para blocos de axé em Salvador, ajudou o Master a dar novo salto.

Tendo colocado em sua carteira o Credcesta, uma espécie de vale-refeição popular que havia sido comprado num leilão de privatização do governo da Bahia, com uma base de 6 milhões de usuários, Roma federalizou o negócio. Ele permitiu que benefícios de prestação continuada fossem pagos por meio do cartão gerido pelo Master. No período da privatização, Lima se aproximou do Palácio de Ondina, onde despachava o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), levado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Lima e Wagner já mantiveram um convívio social intenso.

Em paralelo aos impulsos de João Roma, os ministérios da Economia e da Previdência de Bolsonaro deixaram que créditos consignados fossem oferecidos para os clientes do antigo Credcesta. Com tantos atrativos, a base de clientes daquela carteira saltou para 16 milhões de clientes, tornando-o um dos pilares da explosão do Master.

Essa nova base, agora de 16 milhões de clientes, começou a receber ofertas de investimentos nos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) que pagavam os atípicos e esquisitos juros de 140% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancários). Os CDBs anabolizados do Master figurariam no olho do furacão que apagou o fogo da instituição de Vorcaro e Lima, liquidando-a.

Mergulho fundo no bolsonarismo

Nos feéricos tempos do bolsonarismo no poder, Augusto Lima, o sócio ex-vendedor de abadás de Vorcaro, conheceu a ministra-chefe da Articulação Política, Flávia Arruda. Apaixonaram-se. Em 2022, logo depois de perder a eleição para o Senado no Distrito Federal, Flávia pediu a separação do ex-governador José Roberto Arruda e casou com Lima. A partir de então, voltou a adotar o sobrenome de solteira, Flávia Peres.

A campanha derrotada deixou muitas contas em aberto. O candidato a 1º suplente de Flávia, o empresário capixaba Luiz Oswaldo Pastore, empenhou-se e liquidou todas as faturas. Augusto Lima os havia apresentado. Anos depois, Pastore, que já havia cumprido cinco anos de mandato no Senado como suplente de Gerson Camata e de Rose de Freitas, ambos do Espírito Santo, surge no meio desse enredo todo como dono do jatinho em que o ministro do STF, Dias Toffoli, foi a Lima, no Peru, para assistir à final da Copa Libertadores de 2025.

O advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de Luiz Antônio Bull, diretor do Master preso junto com Vorcaro e Lima no dia da liquidação do Banco Master, estava na aeronave. O próprio Pastore e o pré-candidato à presidência da República pela Democracia Cristã, de extrema-direita, Aldo Rebelo, completavam a lotação do jatinho. A viagem ocorreu justamente quando as apurações dos malfeitos do Banco Master saíram da Justiça Federal Criminal em Brasília e pousaram no Supremo Tribunal Federal, no gabinete de Dias Toffoli. A transferência se sustentava num argumento tosco da defesa do ex-banqueiro: a existência de uma minuta de contrato de negócio imobiliário de R$ 250 milhões entre Vorcaro e um deputado obscuro da Bahia, João Carlos Bacelar (PL). Bacelar queria comprar uma área de mil alqueires pertencente ao ex-dono do Master em Trancoso, litoral sul baiano.

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Aldo Rebelo: candidato à Presidência pelo partido Democracia Cristã, de extrema direita (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

Eram os píncaros da glória: as labaredas do incêndio haviam atingido o cume da montanha. No segundo semestre de 2024, não havia mais chamas, só o fogo de monturo que produz fumaça na superfície enquanto os restos de lixo queimam no subsolo. A área técnica do Banco Central, ainda presidido por Roberto Campos Neto, detectou fragilidades alarmantes e indícios de fraudes e inconsistências nas operações do Master. Elas saíam, sobretudo, das operações lastreadas em fundos operados pela REAG DTVM. Os técnicos alertaram o comando político da autoridade monetária. Campos Neto decidiu pagar para ver. O dinheiro da desídia, porém, não era dele.

Agonia da quebra: avisos do BC

Assentado num solo pantanoso, o Master não demonstrava solidez nem capacidade de pagamento de seus compromissos financeiros vincendos. Fundos administrados pela REAG DTVM lastreavam praticamente todas as operações da instituição comandada por Vorcaro. Para forjar consistência, esses fundos da REAG eram inflados com papeis podres ou ativos superfaturados – como debêntures do extinto Banco do Estado de Santa Catarina ou terrenos e imóveis avaliados contabilmente como se valessem 100, 150, 200 vezes acima do valor real que alguém em sã consciência pagaria por eles. Em apertada síntese, essa era a pedra de toque das fraudes financeiras cometidas pelos operadores do esquema Master.

Em janeiro de 2025, logo que assumiu a presidência do Banco Central, o economista Gabriel Galípolo cacifou as áreas de fiscalização e de regulação e normas da instituição. O Banco Master foi avisado de que a autoridade monetária nacional sabia das operações no limite da irresponsabilidade (ou da responsabilidade, se levassem a sério os avisos do BC). Houve um estímulo oficial para que parte da carteira do Master fosse negociada e transferida ao BTG.

André Esteves, controlador do BTG, nunca gostou de Daniel Vorcaro nem de Lima. Jamais houve confiança mútua entre a dupla do Master e Esteves. A agressividade na ação sempre foi semelhante entre eles. Tal semelhança os afastava. Esteves colaborou para espalhar no mercado financeiro a desconfiança quanto às inconsistências e fragilidades das carteiras do banco que seguia nas mãos de Vorcaro e de Lima. Os ex-sócios do Master, por sua vez, consideraram hostil e provocativa a oferta feita pelo BTG para comprar o rival agonizante: R$ 1, ficando com eventuais prejuízos das carteiras de crédito que considerava podres ou suspeitas. Foi nesse contexto que surgiu a solução mágica de três letras no horizonte – BRB.

BRB entra no enredo: manto para maquiar rombos

Amigos de farras e baladas de Daniel Vorcaro e Augusto Lima, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e o advogado e vendedor de seguros Antônio Rueda, presidente do União Brasil, foram instados a encontrarem um comprador para o Master. Ou surgia um salvador da pátria no horizonte ou o banco ia à lona. O ambiente de vistas grossas no Banco Central havia se encerrado. Sob Galípolo, as diretorias de fiscalização e de normas apertavam o cerco e expunham cada vez mais a fragilidades e inconsistências das carteiras de crédito do Master e das operações efetuadas pela REAG.

Ciro Nogueira e Antônio Rueda demonstraram imensa proatividade para salvar o banco dos amigos. As saídas passavam sempre pela solução mais fácil – espetar a conta no erário, em cofres públicos.
Rueda articulou o abre-alas para que o RioPrevidência, fundo de pensão do funcionalismo fluminense, investisse R$ 1 bilhão em títulos do Master, que logo foram transformados em investimentos em fundos na REAG. Na divisão do butim do governo do Rio, o União Brasil presidido por Antônio Rueda mandava no RioPrevidência.

Nogueira buscou ajuda nos ardis cerebrais do deputado Arthur Lira, ex-presidente da Câmara, a quem Vorcaro já tinha pedido ajuda nos tempos das vacas gordas. Nos dois últimos anos de Bolsonaro no poder, Lira e Ciro Nogueira comandaram a agenda política do país e guardavam consigo as chaves dos cofres do Tesouro Nacional e dos bancos públicos. O ex-presidente da Câmara estreitou os caminhos que levariam o Master a se aproximar da MaceióPrevidência, fundo de aposentadoria do funcionalismo da capital alagoana. O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, é (ou era) aliado incondicional de Lira. O MaceióPrevidência investiu R$ 400 milhões em títulos do Master, que também os calçou em fundos da REAG. A distribuidora de títulos e valores mobiliários REAG foi liquidada, extrajudicialmente, em janeiro de 2026.

A missão ousada dada a Ciro Nogueira e Antônio Rueda pelos banqueiros em agonia, os amigos Vorcaro e Lima, só se completou em fevereiro do ano passado. Depois de insistentes reuniões de convencimento, a dupla de presidentes dos dois partidos basilares integrantes do famigerado centrão político, conseguiu fazer com que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), se tornasse permeável à ideia de fazer o Banco Regional de Brasília (BRB) comprar o Master.

Depois de quatro reuniões preparatórias do grande comunicado que faria ao mercado financeiro, no dia 2 de março de 2025, enfim, Daniel Vorcaro anunciou que o Master, um banco privado, estava sendo vendido ao BRB, um banco público menor do que aquele que estava sendo comprado. O anúncio teve pompa na política regional de Brasília. Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, reuniu os funcionários da instituição no auditório da sede e celebrou com champanhe. Ibaneis Rocha convocou a imprensa ao Palácio do Buriti, sede do GDF, e disse que o negócio faria o BRB “ter um lucro estimado de R$ 1 bilhão”, porque consolidaria seus ativos.

Por trás das celebrações, corriam brigas e tensões. Paulo Henrique Costa havia recebido recomendações e alertas de sua área jurídica para que não fizesse a compra do Master. Ele repassou os alertas ao governador. Ibaneis seguiu adiante. Costa perguntou se era para fazer. “É para fazer”, asseverou Ibaneis Rocha. Os dois seguiram em frente, unidos. Agora, ainda permanecem unidos nas defesas jurídicas. O maior amigo na vida pessoal do governador de Brasília é o advogado Cleber Lopes, criminalista. Quando ocorreu a liquidação do Master, com mandados de busca e apreensão na sede do BRB e intimação de Paulo Henrique Costa para depor e cumprir medidas cautelares por causa das fraudes do banco que Vorcaro quebrou, o governador do DF indicou seu amigo Cleber Lopes para assumir a defesa do ex-presidente do banco estatal.

Nesta última semana, vendo-se atordoado com as evidências de irregularidades existentes no Banco Master, na operadora REAG e nessa aquisição esquisita do banco de Vorcaro pelo BRB (jamais concretizada), o ministro Dias Toffoli autorizou a Polícia Federal a formalizar um inquérito criminal para investigar fraudes no BRB. Paulo Henrique Costa, todos os diretores do Banco Regional de Brasília nos últimos cinco anos e o governador Ibaneis Rocha, considerado “controlador final” do banco público pelo cargo que ocupa, estão sob investigação. Todos eles, Ibaneis inclusive, estão com seus patrimônios congelados e podem ser chamados a usá-los para o ressarcimento dos cofres públicos em razão de prejuízos ao erário federal e distrital.

Luís Ibaneis Rocha foto marcelo camargo ag brasil
Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em razão dessa investigação formal, subiram à superfície de Brasília detalhes da minuta de contrato do BRB com o Master e também a natureza de alguns pagamentos. Caso a compra fosse sacramentada, o BRB criaria um banco subsidiário, BRB Participações, que trataria de negociar sociedade em diversas empresas privadas de portes variados. O presidente desse “BRBPart” seria Daniel Vorcaro e a subsidiária teria 30% das ações com direito a voto do próprio BRB.

A arquitetura contratual era muito semelhante à maneira como o Master atuava no mercado até quebrar. Os investigadores da PF e a fiscalização do BC descobriram também que os títulos dados pelo Master para sustentar parte do negócio com o BRB na troca de ações entre as instituições estavam lastreados em fundos operados pela REAG. O único cotista desses fundos era João Carlos Mansur, o controlador da também liquidada REAG.

“Fuga das galinhas” ao dar tudo errado

Desde 18 de dezembro do ano passado, quando Daniel Vorcaro e Augusto Lima foram presos junto com dois diretores do Banco Master e a instituição foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central, estão calados sobre o tema e sumidos do noticiário o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e o sócio dele nas baladas com Vorcaro e Lima no período em que as vacas gordas subiam o morro junto com o fogo da instituição financeira que parecia ser um dínamo do mercado brasileiro, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.

No dia 26 de fevereiro, quando Vorcaro surgir na CPMI do INSS para depor com um habeas corpus nas mãos permitindo-o ficar em silêncio e estudando-se para responder apenas as questões que digam respeito a contratações de empréstimos consignados pelo Master, Ciro Nogueira poderá marcar presença no plenário da comissão e consignar alguma solidariedade ao amigo. Rueda não irá fazê-lo, pois ainda não tem mandato. Ele articula uma eleição de deputado federal que considerava fácil pelo Rio de Janeiro. A consideração se dava antes de emergir o rombo do RioPrevidência (hoje, calculado em R$ 1,4 bilhão), provocado pelos indicados do União Brasil para gerir o caixa dos aposentados do estado do Rio de Janeiro.

Arthur Lira se mexeu nos bastidores da Câmara dos Deputados para convencer o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) a não instalar a CPI do Master. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ex-governador do Distrito Federal que legou a Ibaneis um BRB enxuto, sem dívidas e sem títulos podres em caixa, coletou mais de 200 assinaturas para a CPI. Superou em mais de 30 o número mínimo de 171 assinaturas de apoio à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Ainda assim, Motta colocou o pedido de CPI para o caso Master, na Câmara, no fim de uma fila de 15 requerimentos de instalação de CPIs. Lá, só podem funcionar cinco CPIs simultâneas.

Nogueira e Rueda estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e compartilham da responsabilidade pela decisão de Alcolumbre de também não instalar uma CPI do Master no Senado. O argumento é o mesmo daquele usado por Motta na Câmara: fila. Já a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, formada por deputados e senadores, que tem número suficiente de assinaturas já coletadas, não depende dessa fila. Podem funcionar simultaneamente quantas comissões mistas foram pedidas. Porém, uma CPMI só é instalada depois de seu requerimento ser lido pelo presidente do Senado (Davi Alcolumbre, que não quer CPI alguma investigando o Master) numa sessão do Congresso. Pautar a leitura do requerimento numa sessão do Congresso não é ato obrigatório – tem de ser fruto de negociação. Logo, tudo dependerá de Alcolumbre, que ouve Rueda e Nogueira, e a dupla de presidentes do União e do PP age em sintonia com as necessidades da defesa jurídica de Daniel Vorcaro e de Augusto Lima, ainda que não os defendam publicamente.

Ibaneis Rocha, por sua vez, terá de comparecer à CPMI do Crime Organizado, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), queira ou não queira estar nela, sentado no banco dos réus. Nesta semana que se encerrou, Ibaneis faltou a um convite para depor. O depoimento era sobre o tema da comissão e o governador do DF não se sentiu à vontade para sentar-se lá e ser inquirido sobre outros assuntos – como a compra do Master pelo BRB, por exemplo.

Contarato, um dos melhores parlamentares em atividade no Congresso, dobrou o cacife e apostou contra Ibaneis: se ele faltar à convocação, que será votada antes do Carnaval, será conduzido coercitivamente. E não haverá acordo sobre limitação de temas nas perguntas dos parlamentares. Nos últimos dias, Ibaneis tem cuidado de especificar qual era o seu grau de proximidade com Vorcaro, ex-controlador do Master. Os dois estiveram juntos ao menos quatro vezes, uma delas num farto jantar na casa do próprio Ibaneis Rocha.

Agora que Vorcaro se tornou tóxico quando exposto à luz do sol de Brasília, todos querem dar um ghosting ao que viveram nos verões passados com o outrora “contatinho” rico que mantinham em suas agendas de celulares. Como diz com precisão o aforismo, “fogo morro acima, água morro abaixo, ninguém segura”.

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