Desde a invasão da Venezuela pelos EUA, em 3 de janeiro, o espanto se tornou o novo sentimento do mundo. Cidadãos comuns e personalidades democráticas estão chocados com as palavras de Donald Trump sobre seu interesse no petróleo venezuelano.
Especula-se acerca de traições a Maduro por parte de alguém próximo do governo ou até mesmo de sua vice-presidenta. Numa linha mais conspiratória, se poderia pensar que o próprio Maduro entrou em acordo com os EUA diante da insustentabilidade do regime, considerando o estrangulamento econômico da Venezuela. Neste caso, o presidente esconderia a sua própria capitulação. O sequestro da Venezuela é econômico, mas é um fato que Maduro nunca teve, nem de perto, o carisma de Chavez na crítica ao neoliberalismo e na sustentação da soberania econômica e política de seu país e da América Latina.