Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o Ocidente – sobretudo, a máquina de propaganda estadunidense e os seus puxadinhos – foi extremamente eficaz no sentido de introjetar e solidificar uma ideia determinante para fazer a manutenção das suas propriedades hegêmonicas: as democracias liberais burguesas, a despeito dos seus problemas, conformam a única disposição de arranjo social coletivo capaz de superar o autoritarismo e representar os interesses dos povos do mundo.
Particularmente, estou convencido de que tal raciocínio não é somente impreciso, mas, em última análise, falso.