Embora se paute sempre por organização e planejamento, o jornalismo é – no mais das vezes – um exercício de improviso. O inesperado está sempre à espreita (“Parem as máquinas!” – é o bordão que se usava, antigamente, nas redações) e, talvez, essa adrenalina seja o fator que mais inspira os jornalistas que, verdadeiramente, honram o ofício.
É, sem dúvida, o caso de Luís Costa Pinto. Com um faro apuradíssimo para descobrir notícias exclusivas e transformá-las num texto saboroso, Lula (como o chamamos entre nós) é um dos mais premiados jornalistas do país, sendo responsável, inclusive, por duas reportagens (na revista Veja) definitivas para a queda de Fernando Collor da Presidência da República, em 1992. Três décadas depois, conserva o sangue nos olhos de repórter.