Houve uma época em que os estudantes adotavam a modalidade dos comícios relâmpagos. Também pudera: em meados dos anos 1960, em plena ditadura militar, o confronto aberto com as forças da repressão nas ruas e avenidas das capitais brasileiras significava suicídio na certa.
– Ninguém queria apanhar de graça – conta Raul Pont, que viria a ser um dos cerca de mil estudantes presos no histórico Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), em outubro de 1968 (décadas depois, de 1997 a 2001, ele foi prefeito de Porto Alegre).