Carta ao Leitor — O exercício de construir a memória do presente

É preciso construi-la, passo a passo, em meio à avalanche de informações que invadem as telas

Na noite de domingo (15/3), os brasileiros estarão acompanhando a cerimônia de entrega do Oscar, na torcida por O Agente Secreto, antes de tudo, um filme sobre a memória – como ela é construída, manipulada ou devorada como uma perna humana abocanhada por tubarão numa praia do Recife.

E é sobre memória, em última instância, o tema de capa desta edição da Liberta. Mas não a memória de um passado tenebroso de décadas atrás – o filme de Kleber Mendonça Filho se passa em 1977, em plena ditadura militar no Brasil – e sim a memória do tempo presente, que, igualmente, precisa ser construída, passo a passo, em meio à avalanche de informações propositadamente desencontradas que desfilam em nossas telas de celulares, tablets, computadores e aparelhos de televisão.

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.