Carta ao Leitor — Mora na filosofia

De Bruce Lee aos antigos gregos, não ser escravo do tempo produtivo é uma aspiração legitimamente humana

A maneira como ocupamos o tempo contado no relógio ou distribuído no calendário se altera conforme a época e o lugar em que vivemos.

Na tradição cristã, o tempo livre sempre foi olhado com desconfiança. No mínimo, é visto como um descaso perante as obrigações espirituais. Por essa perspectiva, não que a ociosidade conduza ao pecado – ela própria é um dos sete pecados capitais com o nome de preguiça. “Pela muita preguiça desaba o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa” (Eclesiastes 10:18).

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.