Carta ao Leitor — Que atropelo à razão!

Fecha-se o cerco aos direitos do trabalhador

Em 1º de maio de 1940, um decreto assinado por Getúlio Vargas instituía um piso para a remuneração mensal aos trabalhadores  do Brasil, que deveria satisfazer “às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte”.

O salário mínimo foi anunciado, com pompa e festa, no estádio São Januário, no Rio de Janeiro: “Os trabalhadores nunca obtiveram, sob os governos eleitorais, a menor proteção, o mais elementar amparo. Para arrancar-lhes os votos, os políticos profissionais tinham de mantê-los desorganizados e sujeitos à vassalagem dos cabos eleitorais”, discursou o presidente (que assumira o cargo sem o respaldo das urnas), sob aplausos de 40 mil pessoas.

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