Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, o ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, é também candidato a deputado federal por São Paulo e isso vem incomodando tanto o núcleo central de comando da pré-campanha de reeleição do presidente Lula quanto futuros adversários internos de Edinho no PT. A principal queixa situa-se na divisão do tempo de dedicação à construção das alianças nacionais e dos palanques regionais da reeleição presidencial.
Nunca antes em eleições vencidas por Lula (2002, 2006 e 2022, além de 2010, quando o atual presidente se empenhou na eleição de Dilma Rousseff como sucessor) foi verificado atraso tão grande quanto o atual na definição do diapasão de partidos que integrarão a aliança eleitoral do PT e nem as liberações de apoios regionais ao presidente da República por siglas que não o apoiarão nacionalmente (exemplos de PSD, PP, União Brasil, Republicanos e até Podemos).
Temendo de votos, de energia da militância e da capacidade de arrecadação de fundos com doadores diretos, alguns dos pré-candidatos petistas em São Paulo tentam fazer o desconforto paulista chegar em Brasília e sonham com uma determinação presidencial para que Edinho não dispute uma cadeira na Câmara. O ex-prefeito de Araraquara não conseguiu fazer a sucessora em sua cidade, em 2024, depois de oito anos de mandatos consecutivos.