O Brasil na mira de Trump

Disputa em curso no país pode definir o futuro da América Latina

Não é novidade que o governo Trump mandou a diplomacia às favas e adotou, no mundo inteiro, uma política agressiva e assumidamente imperialista. A participação ativa do governo dos EUA no processo eleitoral brasileiro, adotando desde já uma postura de enfrentamento ao governo federal, obedece ao plano de dominação continental mais explícito desde a Operação Condor.

O primeiro movimento intervencionista foi econômico: Donald Trump anunciou um tarifaço de 25% por supostas práticas desleais e 12,5% por alegações de falhas contra o trabalho forçado, afetando cerca de 3 mil produtos brasileiros e acumulando até 37,5% em taxas para cerca de 16,5% das exportações.

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