As correspondentas

Um modo feminino e feminista de olhar para os campos de guerra

Hoje, saber o que acontece no front através de vozes feministas é relativamente comum. Há 80 anos, contudo, não era. A jornalista americana Martha Gellhorn foi uma correspondente de guerra pioneira e, desde a década de 1920, cobriu conflitos pelo mundo para diversos veículos. Ou melhor, foi uma correspondenta. Nas palavras de Lauren Elkin, Gellhorn era campeã quando se tratava de registrar a justaposição entre a vida cotidiana e a carnificina em territórios onde havia conflito deflagrado.

Gellhorn nasceu em 1908. Era de Missouri e sua mãe, Edna Gellhorn, foi uma importante sufragista, uma defensora apaixonada dos direitos de meninas e mulheres. Edna levou a filha Martha consigo a inúmeras marchas e protestos, inclusive, ao evento épico conhecido como “The Golden Lane rally”, que reuniu sufragistas durante a convenção nacional do Partido Democrata, em 1916 – um marco na história do movimento feminista. Martha Gellhorn herdou da mãe o desejo ardente por igualdade e essa militância sempre marcou sua trajetória.

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