As muitas viagens espaciais – seis tripuladas para a Lua e outras que saíram até de nosso sistema solar e percorreram o espaço ilimitado do universo – não criaram, no geral da humanidade e muito menos nos dirigentes dos povos, a nova consciência planetária que daí se deriva. Vivemos ainda no regime dos estados-nações, cada um com seus limites, definidos pelo Tratado de Westfália, de 1648. A covid-19 não respeitou os limites das nações: afetou a todos. Disso ainda não se tiraram as devidas consequências. O modo de vida predador e consumista voltou com ainda mais furor. Não se ouviu as lições que a Mãe Terra nos deu.
Acresce ainda o fato de, em nossos dias, termos ainda guerras por territórios (Ucrânia, Faixa de Gaza, Groelândia e outros). Vista da perspectiva dos astronautas, como um dos quatro da nave espacial Artemis II bem observou: ”Daqui de cima, somos um só povo”. Essa afirmação torna estas disputas ridículas. São sustentadas pelos cruéis e genocidas, como Netanyahu e Trump, que ainda não descobriram que somos uma só espécie humana e a Terra, nossa única Casa Comum, na qual cabem judeus e palestinos e outros.