A discussão pública entre as deputadas que se autodenominam antifeministas Ana Campagnolo e Júlia Zanatta, ambas do PL-SC, expôs mais do que divergências estratégicas para as eleições de 2026. Revelou os limites que o machismo estrutural impõe às mulheres, não apenas às progressistas, que defendem igualdade e equidade de gênero em todas as esferas da vida pública e privada e lutam contra opressões e violências, mas também às conservadoras inseridas no bolsonarismo.
Não se trata de um simples confronto tático. É a demonstração de um mecanismo simbólico, que determina quem pode discordar e até onde cada uma pode avançar dentro da estrutura de poder. Queiram elas ou não, aceitem elas ou não a importância histórica do movimento feminista no mundo.