Reza a lenda que, na década de 1970, época em que a América do Sul vivia sob o baque de coturnos dentro de palácios presidenciais, o escritor uruguaio Eduardo Galeano teria batido à porta do apartamento do historiador e advogado Décio Freitas, no centro de Porto Alegre, numa noite de chuva e ventania.
Sabendo que o amigo prestava serviços de advocacia à Pilomax, marca que alardeava ter descoberto um método infalível baseado no calendário lunar para curar a calvície – “Pilomax é cabelo por toda a vida” era o slogan –, o autor de As Veias Abertas da América Latina buscava um novo visual na capital gaúcha.