‘Ainda se ouvem gemidos nos necrotérios, entre os corpos, mas ninguém pode visitá-los’

O relato de um artista iraniano sobre a complexidade, a tensão e o medo que tomaram conta das ruas de Teerã

Nas primeiras horas dos protestos que eclodiram no Irã, ainda no começo de 2026, sai em busca de notícias sobre o que estava ocorrendo com a população civil.

De um jovem artista em Teerã, recebi uma mensagem pedindo para que o mundo não abandonasse a luta pela democracia em seu país. Mas ele desapareceria das redes sociais e de meus contatos. O Irã havia entrado num tenebroso e prolongado período de blackout da internet e das redes de celular, algo denunciado pela ONU e mesmo pelo governo Lula como uma violação dos direitos fundamentais.

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