Consentimento: o abismo entre o sim e o não

Que o “não é não” seja o limite mínimo para iniciar conversas sobre a ética do prazer

O consentimento é um pressuposto básico nos relacionamentos entre homens e mulheres – e entre mulheres e mulheres e homens e homens e até em bacanais. Mas será que basta dizer não? O que acontece quando um sim vem seguido de um não? Por que cabe, principalmente, às mulheres a responsabilidade sobre essa permissão?

Seja pelo Carnaval ou por casos como o do financista estadunidense Jeffrey Epstein e do ministro Marco Buzzi, afastado de seu cargo no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por denúncias de importunação sexual, as discussões públicas sobre consentimento ainda não dão conta da complexidade do tema. Entre um sim e um não, há uma miríade de questões envolvendo relações de poder, diferença de idade, classe social e raça, desigualdades culturais, ambiente, entre outras, que podem, inclusive, fazer com que um sim, seja, na verdade, um não.

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