Um dia antes de se aposentar do cargo de ministro do STF, Luís Roberto Barroso votou pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras 12 semanas de gestação. Desde o voto de Rosa Weber, em setembro de 2023, o assunto do aborto não avançava no STF.
Nos noticiários e redes sociais, o voto do ministro foi tratado como um gesto histórico. O elogio circulava também em torno do fato de que um homem das mais altas esferas do poder se pronunciou em favor de um assunto que, além de tabu, é tratado como um problema das mulheres num contexto de misoginia e supremacia masculinistas.