Nem o mais otimista pode negar que vivemos tempos sombrios e ameaçadores. Estamos dentro de um mundo sem regras e no interior do caos, sem termos a certeza de que esse caos possa ser generativo e não somente destrutivo. Agora, estamos sob a regência do caos destrutivo. Há uns 18 lugares de guerra, há muitos genocídios e ameaças de uso de armas de destruição em massa. Talvez nem se passem na Terra, mas no espaço por onde giram centenas de satélites, alguns carregados de armas mortíferas. Há ainda a ameaça de uma paralisação mundial cibernética, feita por uma das potências beligerantes. Tudo pode parar, celulares, aviões, carros, sistema elétrico e de comunicação. Todos ficamos de joelhos, reconhecendo a derrota
Estamos entregues a umas quatro ou cinco pessoas que podem deslanchar, em momentos de insanidade ou sob ameaça existencial, como é o caso do presidente destinado dos EUA, uma guerra nuclear com armas atômicas estratégicas (não táticas), que pode produzir um inverno nuclear. Tal será a densidade de partículas na atmosfera que impediriam a penetração da luz solar. Os efeitos letais sobre a humanidade e a natureza (as plantas não produzirão mais oxigênio) são inimagináveis, beirando o desaparecimento da espécie humana.