A ausência de Donald Trump na Conferência do Clima da ONU em Belém, a COP30, não é um fato isolado. Desde que assumiu, em janeiro de 2025, o presidente americano lançou uma ofensiva não apenas para negar a ciência. Nos bastidores, sua administração tem agido de forma deliberada para censurá-la, enfraquecer instituições de pesquisa e suprimir dados sobre o clima do debate público americano e global.
Se, em seu primeiro mandato, Trump introduziu o negacionismo climático na agenda internacional, hoje sua ambição é muito maior: substituir a ciência por teorias conspiratórias ou simplesmente fazer com que os dados desapareçam. Não se trata mais de tentar tirar a credibilidade da ciência. Agora, o objetivo é o de suprimi-la.